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17/02/2011 03:00

COMÉRCIO POTIGUAR CRESCE, MAS DIMINUI O RITMO

Depois de anos registrando crescimento de vendas no comércio varejista bem acima da média nacional, o Rio Grande do Norte desacelerou o ritmo em 2010. Com um aumento acumulado de 9,2% no volume de vendas, em relação ao ano de 2009, o estado, no Nordeste, só ficou acima do Piauí, onde houve alta de 4,3%. A constatação está na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada ontem pelo IBGE. No comércio varejista ampliado, que considera também as vendas de materiais de construção, da indústria automobilística e de peças, o crescimento do RN em 2010, sobre 2009, foi de 9,8%. “O resultado ficou abaixo da média nacional do indicador, embora estejamos falando aqui de um aumento de quase 10% de um ano para o outro”, comentou o economista Aldemir Freire, chefe da unidade do IBGE no Rio Grande do Norte. A Pesquisa Mensal do Comércio permite acompanhar o comportamento conjuntural do comércio no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal seja o varejo. O levantamento abrange apenas o volume de vendas e não leva em consideração a variação de preços. Sob essa perspectiva, alguns estados como o Tocantins exibiram variações positivas recorde de 55,6% no comércio varejista – sem levar em conta automóveis e materiais de construção. A média de crescimento do setor no país foi de 10,9% para o varejo e de 12,2% para o varejo ampliado. Para o economista Aldemir Freire, do IBGE, a variação abaixo da média nacional do RN de 2010 sobre 2009 revela duas coisas – a falta de investimentos em infraestrutura no estado e a alta dos alimentos que vem inibindo o consumo no varejo. “Os investimentos que vemos em alguns estados do Nordeste, como Bahia, Pernambuco e a ausência dessas mesmas aplicações no RN explicam em parte os resultados mais contidos do comércio varejista local”, diz Freire. Outra explicação está na alta da cesta básica de Natal. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizada no ano passado em 18 capitais brasileiras, apontou Natal como a capital onde a cesta básica alcançou o terceiro maior aumento do país em relação a 2009, ficando apenas atrás de Recife e São Paulo. Segundo essa pesquisa, a cesta básica de Natal registrou um aumento 17,72%, enquanto em São Paulo – capital essa variação foi de 17,83% e Recife foi de 19,28%. Dados são para comemorar, diz setor Ontem, o presidente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomercio), Marcelo Queiroz, comentou em nota a Pesquisa Mensal de Comércio Varejista do IBGE. Ele disse que apesar da “pequena frustração das expectativas, é preciso lembrar que o mês de dezembro de 2009 já registrava uma retomada das vendas, com o país retomando o crescimento após os períodos de crise”. Queiroz afirmou, ainda, ser “perfeitamente normal registrar em 2010 o número de dezembro de 2009”, e acrescentou: “Se tivéssemos, como esperávamos, registrado um pequeno incremento, teríamos emplacado o crescimento de dois dígitos que esperávamos para o varejista”. E concluiu: “Mas são, sim, dados para se comemorar”. Nacionalmente, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou a maior expansão no volume de vendas em 2010 em relação ao ano anterior com 39,9% da taxa anual do varejo. Móveis e eletrodomésticos estão em segundo lugar com um aumento de 18,3% em relação ao ano anterior e artigos de uso pessoal e doméstico em terceiro, com 7,4% da taxa global. Tecidos, vestuário e calçados aparecem na pesquisa em quarto lugar com uma variação de 10,7% em em 2010 sobre o ano anterior. Em dezembro, no mês tradicionalmente mais forte para o comércio, o varejo do Rio Grande do Norte cresceu 5,4% em 2010, contra 7,3% em dezembro de 2009. No varejo ampliado, que inclui também os resultados da construção civil, indústria automobilística e peças, essa relação se inverte – 2010 registrou vendas 1,8% maiores do que em 2009. A variação do mês no ano passado foi de 11,4% contra 9,6% de 2009. Fonte: Tribuna do Norte

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